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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Após 112 dias parados, professores colocam fim à greve e voltam na 5ª

"Professores da rede estadual de ensino decidiram suspender a greve iniciada no dia 8 de junho no final da noite de terça-feira (27). A decisão foi tomada depois que o Governo de Minas reabriu as negociações com a categoria. A demissão de 248 educadores designados, por estarem de braços cruzados, foi suspensa. A greve durou 112 dias, a maior da categoria no Estado. As aulas serão retomadas na quinta-feira (29)

O dia foi marcado por expectativa de ambas as partes. Foram mais de oito horas de negociações entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e o Governo de Minas, seguido de uma grande votação da categoria dos educadores para definir os rumos do movimento. O comando de greve se reuniu e, após mais duas horas de debates, já no final da noite, votou pela suspensão da greve em um encontro que lotou o pátio da Assembleia Legislativa com mais de quatro mil pessoas.

Na negociação, o Governo propôs negociar os valores da tabela de faixas salariais, entre 2012 e 2015, reconhecendo a aplicação do piso salarial proporcional no plano de carreira dos professores.

O Sind-Ute marcou uma nova assembleia para o dia 8 de outubro para avaliar se os termos do acordo estão sendo cumpridos. Caso contrário, a categoria pode voltar a cruzar os braços.

Nos termos do acordo entre as partes, o Governo se comprometeu ainda a suspender por 15 dias, para debates, a tramitação do projeto de lei que institui o subsídio, nova remuneração dos professores que incorpora ao salário base os benefícios da categoria.

De acordo com a secretária de educação, Ana Lúcia Gazzola, a proposta apresentada aos representantes dos educadores foi a mesma proposta apresentada no dia 13 de julho. "Eu lamento que os alunos pagaram um preço alto por conta da greve. Mas, antes tarde do que nunca", disse a secretária, que lembrou ainda que o movimento foi menor que o do ano passado, apesar de ter batido o recorde de dias parados.

Conforme o termo de compromisso firmado, as aulas serão retomadas já na manhã desta quarta-feira (28) para as escolas do interior. Isso porque muitos professores que participaram da assembleia retornaram para suas cidades no início da madrugada desta quarta. Em algumas escolas da capital, o retorno ao trabalho será a partir desta quarta.

Com o fim da greve, os 27 professores acorrentados deixaram o plenário da Assembleia

Com a retomada das negociações entre o governo e grevistas, dois professores que estavam em greve de fome há nove dias suspenderam o protesto. Os 27 professores acorrentados desde a tarde de segunda-feira deixaram o plenário da Assembleia Legislativa. Eles ocuparam o local desde segunda à noite, durante um debate da Comissão de Direitos Humanos.

As negociações para tentar suspender a greve envolveram deputados governistas e da oposição e uma comissão do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE). Mas o governo não concordou em cancelar punições – como demissões e abertura de processos administrativos, já concretizadas junto a diretores e professores – e em dar anistia aos grevistas.

A Secretaria de Estado da Educação informou na tarde desta terça que sete das 3.779 escolas ainda estavam com as atividades totalmente paralisadas e em 564 a adesão foi parcial. O número de professores em greve chegou a 8.111, 5,17% do total, de acordo com o governo. Nas contas do sindicato, a adesão foi de 50%. Na segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal considerou a greve ilegal."

Professores entram em greve de fome aguardando negociação

"Dois professores da rede estadual de educação protestam desde o final da tarde de segunda-feira em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. Os educadores Abdon Geraldo Guimarães e Marilda de Abreu Araújo afirmaram que estão em greve de fome por tempo indeterminado e só pretendem sair do local quando as negociações salariais entre o governo e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) forem retomadas.

"O nosso propósito é que o governo se sensibilize e abra negociação com o sindicato, porque o que ele está oferecendo não atende a categoria, e também em solidariedade aos companheiros que estão desde o dia 8 em greve. Alguns estão até sem alimento em casa. Nós vamos ficar até o dia que o governo fizer abertura (das negociações), ou que a greve chegue ao fim", disse Marilda, que é diretora do Sind-Ute e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Em greve há 105 dias, os professores realizaram na tarde desta terça-feira mais uma assembleia em Belo Horizonte e decidiram pela manutenção da greve no Estado. A medida desafia decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que estabeleceu o retorno imediato dos professores para as salas de aula sob pena de multas que variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil por dia não trabalhado. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima terça-feira.

A assembleia da categoria ocorreu depois da reunião com o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), líder do governo na ALMG. Segundo o sindicato, "o parlamentar apenas reforçou a posição do governo e não houve avanço nas negociações". De acordo com o Sind-Ute, a instrução é para que a greve continue até que seja cumprido pelo governo mineiro o piso salarial nacional de R$1.187, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a Secretaria de Educação apresentou instruções para que as escolas afetadas pela paralisação dos professores organizem os seus calendários para cumprir os 200 dias letivos obrigatórios. De acordo com a secretaria, serão utilizados todos os sábados a partir do próximo dia 24 e também os meses de janeiro e fevereiro de 2012.

"A maioria das escolas que aderiu à greve não ficou o tempo todo parada, portanto a tendência é que as escolas façam calendários diferentes, com datas distintas para o fim do ano letivo de 2011", disse a secretaria em nota."

Dois professores estaduais de Minas Gerais entraram em greve de fome para protestar por melhores salários

autor: Ney Rubens

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Professores acorrentados no coração de Belo Horizonte

          Mais um ato de bravura e de luta. Educadores e profissionais da educação fizeram protesto no coração da capital mineira, Belo Horizonte. São quase cem dias de GREVE, mais de 50 professores do NDG (Núcleo Duro da Greve) representam a categoria de professores e profissionais da educação estadual de Minas Gerais em GREVE desde 8 de junho de 2011 pelo cumprimento da Lei Federal 11738/08 (Piso Nacional dos Profissionais do Magistério). O ato foi realizado ontem (12/9) no Pirulito da Praça Sete onde várias autoridades, jornalistas e representantes de diversas instituições de ensino já estiveram presentes solidarizando os manifestantes.
Manifestação dos professores na Praça Sete, coração de Belo Horizonte, no dia 12/9

fonte: http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/